Esquema de Abandono: Como saber se possuo?

O esquema de abandono é constituído por crenças sobre a perda ou afastamento das pessoas que ama.  Pessoas com esse esquema geralmente tem medo de separações do parceiro(a), mesmo que momentaneamente. Quando o parceiro age de forma distante, distraída ou entediante isso pode gerar tristeza, medo e ansiedade, pois o indivíduo acredita que de fato está sendo abandonada pelo parceiro.

O que é o esquema de abandono?

O esquema de abandono é constituído por crenças sobre a perda ou afastamento das pessoas que ama.  Pessoas com esse esquema geralmente tem medo de separações do parceiro(a), mesmo que momentaneamente. Quando o parceiro age de forma distante, distraída ou entediante isso pode gerar tristeza, medo e ansiedade, pois o indivíduo acredita que de fato está sendo abandonada pelo parceiro.

Quem possui o esquema de abandono, geralmente, possui uma predisposição biológica para captar sinais de abandono. Isso significa que algumas pessoas tem uma tendência maior para desenvolver esse esquema. O esquema de abandono pode ser desenvolvido na infância por alguns motivos, veja algumas características baixo.

Origem do Esquema de abandono

– Predisposição biológica à ansiedade de separação

– Dificuldade de ficar sozinho

– Morte de um dos pais durante a infância

– Um dos pais deixava a casa constantemente, por motivos, tais como: doença, uso abusivo de álcool ou outras drogas, trabalho.

– Instabilidade da figura materna

– Pais se divorciaram quando você era muito novo ou brigava tanto que você se preocupava com o fim de sua família

–  Família excessivamente próxima, controladora ou que mimava muito o(a) filho (a).

O Ciclo do abandono

Como funciona?

A sensação de abandono pode ser ativada quando a pessoa vivencia algum tipo de separação. Essa separação leva o indivíduo a sentir emoções desagradáveis, como medo, luto e raiva. Existe um padrão emocional muito comum nesse esquema, por exemplo:

Vamos supor que você esteja vivenciando um padrão de abandono. Como seria esse ciclo?

  1. Em primeiro lugar, sentiria um pavor total e começaria a se agitar com pensamentos de preocupação com o objetivo de encontrar a pessoa.
  2. Provavelmente, a ansiedade aumentaria muito até que em certo momento passasse, e a pessoa aceitasse que o outro de fato se foi.
  3. Nesse ponto, o luto começaria a aparecer, trazendo emoções difíceis de lidar e a medida que gradativamente aumenta até ficar mais deprimido.
  4. Por fim, com o retorno do outro, você começaria a sentir raiva da pessoa que o deixou e de si, julgando-se demasiadamente carente.

Já se sentiu dessa forma? Antes de tudo, é importante notar que muitas pessoas sentem-se dessa forma, e caso, você seja essa pessoa, lembre-se de buscar ajuda para cuidar de você. Existem profissionais qualificados na área de psicologia que podem te ajudar a superar ou até mesmo lidar com o Esquema de abandono.

Veja o próximo post sobre o assunto.

Mais artigos

Como Parar de Desperdiçar Sua Vida: O Verdadeiro “Jejum de Dopamina” Segundo a Psicologia

O chamado jejum de dopamina ficou popular como uma solução para falta de foco, procrastinação e baixa produtividade.

No entanto, do ponto de vista da psicologia, a dopamina não é uma vilã — ela é um neurotransmissor essencial para motivação, aprendizado e ação. O verdadeiro problema está no excesso de estímulos digitais, que fragmenta a atenção, aumenta a ansiedade e reduz a capacidade de concentração profunda.

Neste artigo, o psicólogo Pedro Tette, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), explica de forma simples e científica como funciona a dopamina, por que o excesso de estímulos prejudica a produtividade e como aplicar um protocolo prático de gestão de atenção para parar de desperdiçar tempo e energia.

Leia Mais »